12 de abr de 2012

VIDA NOVA 2012!!!!!!!!

Comportamento & Moral

Luiz Gonzaga de Sousa

QUEM É VOCÊ?

Em todos os tempos, nascem, vivem e morrem pessoas a todo instante, são poucas ou quase nenhuma, as que perguntam a si mesmo de onde vieram, como vivem, e para onde vão depois de sua morte, lugar comum que todos convergem, pelo menos com o término das forças físicas que todos têm intrinsecamente. Assim, quer-se sempre viver, quando criança brincar muito, quando jovem namorar e farrar, isto faz despertar para a vida real e quando adulto, casar, trabalhar e construir algo que lhe dê segurança e status na sociedade onde habita. Assim sendo, objetiva-se com este trabalho poder contribuir para o auto conhecer do ser humano, poder mexer com o seu ego e proporcionar condições de que o sujeito possa iniciar uma série de questionamentos sobre o seu próprio ser para viver a sua vida com mais intimidade, e um pouco mais de consciência.

Ninguém nasce em uma família pela simples relação sexual de homem e mulher, este é apenas o meio onde o ser humano pode tentar um engrandecimento espiritual que não tem nada de fantasmagórico, nem tão pouco de uma invenção mental de coisas do além, irreal, inexistente, como pensam muitos. A família é um agrupamento de espíritos que se tornam almas, muito bem arquitetadas pela espiritualidade maior, para todos terem oportunidade no conhecer seu nível evolutivo, e procurar melhorar esse grau de progresso em que estão submetidos. Cada ser humano, está no agrupamento familiar que merece, isto significa dizer, condizente com o seu estágio de evolução, que todos passam mais cedo ou mais tarde, para uma auto conscientização, reconhecer o problema que ele mesmo criou, e alimentou por muito tempo.

Ao nascer, o espírito/alma se depara com um grupo de irmãos que tem problemas diretos ou indiretos, ou até mesmo limpar alguma maledicência que existe em seu interior, ou mesmo vem ajudar a que se possa compreender, ou suportar as dificuldades que aparecem para aqueles que não compreendem. Aqueles que têm consciência da necessidade de ajuda se dispõem para participar daquele trabalho difícil para os inferiorizados, e muito mais complicado ainda para os que se encontram na maledicência que entorpecem os canais do melhor entendimento. Porém, aqueles que são inferiorizados, são locados compulsoriamente para um aprendizado que vai transcorrer em muito sofrimento e dor, cuja pureza espiritual não designa o irmão a tal proposta, mas deixa que as coisas aconteçam para o sofrimento como determinam as leis divinas.

Neste processo os pais possuem uma grande responsabilidade por talvez estarem num nível moral um pouco maior do que daqueles irmãos que foram locados a participar daquele grupo familiar, cuja impulsão decorreu da vibração energética que os dois acumularam em sua dinâmica evolutiva. Os pais que já conhecem a experiência do meio onde se vive preparam o caminho para uma educação que melhore a situação daqueles que vieram para o seu meio compartilhar do progresso da humanidade, aprendendo o bom modo de viver e contribuindo para viver melhor. Este trabalho é próprio para aqueles que vêm arrumar o ambiente para receber um irmão/filho que precisa participar daquele entorno que promete progresso, dentro de um clima de paciência, resignação e vontade de ajudar, a todos que precisam se crescer espiritualmente.

Ao nascerem os filhos, os pais devem ter preparado o ambiente para a recepção das visitas que vêm perfumar o jardim de encanto de paz que os jovens nubentes tanto esperam com tanto “amor” e carinho como fruto de uma paixão que consolida no aparecimento dos rebentos tão queridos. Ao nascerem, começam a se olhar com perplexidade e atenção como algo já conhecido, cuja consciência ainda não acusa com tanta facilidade, todavia a emoção do nascedouro esconde toda uma trajetória de perseguição, ódio e revolta que talvez tragam. Neste instante se encontram amigos, desafetos, revoltados, usurpadores, ajudantes, em uma nova oportunidade para juntos poderem se aturar e compreender o significado da sua vida no corpo físico, para poder contribuir para o progresso da humanidade da qual faz parte.

Cria-se a partir deste instante um ambiente novo para este encontro, em que velhos conhecidos estão mais uma vez frente à frente para participarem de mais um estágio de vida, muitas vezes expiando, outras vezes provando e quase sempre expiando e provando da habilidade da auto compreensão. Neste sentido, aparece a influência da igreja, preparando o ambiente em que esses novos habitantes do planeta Terra vão procurar descobrir quem são eles próprios, frente aos seus irmãos diretos, e seus amigos que agora acabam de conhecer. Com isto, descobre-se que fulano é ruim e cicrano é mau; que se lembra daquele fulano, não se sabe de onde; que fulano é amável e cicrano é prepotente; que fulano é bom estudioso e cicrano não quer saber de nada, pois neste clima, o ambiente tenta minorar o lado ruim encaminhando-o para o bem de todos.

Constituída a família de quatro ou cinco ou mais pessoas, cujas idades vão aumentando, as descobertas começam a surgir, em primeiro lugar as vicissitudes da vida, isto é, o que a vida oferece e em segundo lugar, a escolha do que é bom e do que é ruim espiritualmente, culminando com os conflitos. A vida que passa é a grande descoberta que todos presenciam a cada instante, pois cabe a cada um escolher o melhor caminho, dado que o ser humano tem o poder de escolha, sem a interferência de qualquer sintonia externa. Dentro do princípio de inferioridade e maledicência, as forças externas sempre têm uma força muito forte quanto ao rejeitar o que é bom e optar pelo que é ruim, cuja percepção do verdadeiro caminho que se deve seguir é sempre rejeitado pela aceitação do prazer imediato.

A constituição física reflete claramente o grau de evolução em que se está submetido, todavia, a inferioridade atrai coisas da mesma espécie, daí a busca incessante pelo sexo, cachaça, materialidade e maledicência, que atrai ódio, inveja, orgulho, vaidade, ciúmes e coisa do mesmo nível. Tudo isto se apresenta de imediato para todos que não vacilam em optar por aqueles instrumentos que se lhes apresentam com mais facilidade e seu instinto aceita como um alimento para a sua maneira de ser que ainda não mudou. Portanto, o que se faz normalmente é viver o que a vida oferece sem uma verificação se isto vai servir para a evolução espiritual daquele que deve ter o poder de decisão, cuja força instintiva não aceita algo que não serve para a sua sobrevivência.

Diz-se normalmente que o espírito/alma tem o livre arbítrio, é verdade relativa, porém não se deve esquecer que o livre arbítrio significa consciência, sabedoria, conhecimento e liberdade, pois quando não se têm estes últimos princípios não se pode ter livre arbítrio porque o instinto brutal o suplanta. O livre arbítrio para o inferiorizado é diminuto ou latente em que ele não decide, e quando tal acontece, é uma decisão que não é consciente e qualquer idéia que lhe chega é bem aceita, mesmo que seja errada, quase sempre o é, tendo como resultado uma subordinação. É assim que vive uma porcentagem muito grande dos que vivem aqui no planeta Terra, pelas suas próprias características de inferioridade, refletindo o nível de todos os espíritos/almas que vivem nas condições de expiações, de dores e de sofrimentos.

Em verdade, todos que vivem neste planeta estão cercados de espíritos bons e espíritos ruins, dependendo da situação em que o ser humano se encontra, em termos de nível de evolução espiritual, isto é, os bons vivem com os bons e os ruins têm companhia dos ruins. Quando se fala em ruins, não se fala de premeditadamente ruins, mas daqueles que não tiveram a oportunidade de conhecer o caminho da verdade, os verdadeiros caminhos que tenham que seguir, devido seu processo de aprendizado ser ainda muito pequeno para o seu auto conhecimento. Mas, quanto aos bons, eles sabem como atuar, aonde participar, sobretudo, respeitar as condições que o ser humano tem, mesmo que eles decidam caminhar pelo caminho da perversidade, da maldade e da satisfação impulsiva de seu instinto animal.

Os bons espíritos buscam ajudar aqueles que querem ser ajudados, que fazem com que sejam auxiliados, dando condições de que os amigos espíritos bons, superiores, possam se aproximar e deixar sua impressão de um amigo que sente prazer em conduzir o necessitado pelo caminho do bem e do amor. Todavia, a atuação espiritual sempre respeita os desejos de quem só enxerga a materialidade, o que está em sua frente, cujo prazer lhe aflora com muita rapidez, como determinam as coisas do plano material, que sacia a sede daquele momento. Com isto, bloqueia-se o progresso espiritual, incitando a que o ser humano/espírito não conheça a si próprio, criando uma couraça que engrandece as coisas do mundo em detrimento do verdadeiro sentido da vida que é sua auto consciência.

Sem essa auto consciência não se pode determinar claramente quem é a pessoa que está sendo analisada, tendo em vista que “quem é você?” passa pelo conhecer-se a si mesmo para depois poder entender todos aqueles que o cercam, não somente a pessoa como indivíduo, mas a natureza e o universo como um todo. Desta feita, reporta SKINNER6 (1970) que ao se poder observar cuidadosamente o comportamento humano, de um ponto de vista objetivo, e chegar a compreendê-lo pelo que é, poder-se-á ser capaz de adotar um curso mais sensato de ação. Este é o princípio do conhece-te a ti mesmo, ou de se ter clareza do “quem é você?” e conseguir a liberdade que todos almejam, isto significa dizer, ter-se o livre arbítrio, num processo de poder decidir tudo sobre a sua vida.

Ao considerar que o homem é feito simples e ignorante, isto no seu primeiro instante, ele trabalha todas as vidas no sentido de descobrir a sua caminhada, cuja individualidade lhe proporciona condições de decidir o que fazer e como fazer para tornar a sua caminhada mais fácil, onde quase sempre consegue o mais difícil. Para tanto, o prof. RIVAIL7 (1867) disse que o homem não deve jamais perder de vista que está sobre o mundo inferior, onde não é mantido senão pelas suas imperfeições. A cada vicissitude, deve dizer-se que se pertencesse a um mundo mais elevado isso não ocorreria, e que depende dele não mais retornar a este mundo, trabalhando pelo seu aperfeiçoamento. Essa é a oportunidade do aprendizado do conhecer-se a si próprio, e se ter condições de com a voz ativa e forte dizer eu sou eu e quem é você? pára onde você caminha nesta labuta tão difícil.

Em síntese, todos devem sempre tirar um pouco de seu tempo, apenas para uma prece ou oração, para fazer um balanço de sua trajetória de vida tanto a espiritual, como a que está vivendo na utilização de um corpo de carne que é uma oportunidade de por em prática seus conhecimentos intelectuais e espirituais. É neste sentido que se pode perguntar de alto e bom som no “quem é você?”, nesta multidão de espíritos e homens que continuam na erraticidade em busca de sua depuração, tentando conhecer-se a si mesmo dentro dos conhecimentos que adquiriram até o momento. É está a finalidade da vida, cuja criação legou todo um processo de oportunidades para que se possa entender as vidas após vidas, e suas relações com os demais, e os reinos que são os companheiros de um progresso conjunto para a pureza da humanidade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário