5 de mai de 2012

DEPRESSÃO x OBSESSÃO ESPIRITUAL.





TERAPIA DE VIDAS PASSADAS:O QUE É?



Terapia de vidas passadas (TVP) ou Regressão de Memória é uma técnica terapêutica baseada nas lembranças, que busca a reconciliação com a causa que dispara o gatilho do conflito. A idéia é resignificar os nós existentes no inconsciente liberando através da terapia. Também pode ser denominada Terapia de Regressão.
A TVP é baseada nas recordações da existência presente, possibilitando recordar existências regressas, onde ocorre liberação das energias bloqueadas. Consiste, basicamente, em fazer o paciente, através de uma ficha de indução ou relaxamento profundo, relembrar sua infância, vida intra uterina e até supostas vidas passadas.
Um dos pontos mais positivos nesse método de terapia é o autoconhecimento que o paciente adquire ao longo do tratamento, podendo descobrir seus propósitos de vida e crescendo espiritualmente. Nossa vida é apenas um capítulo de uma longa história que teve origem a séculos atrás.
DESCRIÇÃO:
No caso da TVP, o paciente adentra em um profundo estado de relaxamento e campos de seu passado antigo (vidas passadas) e tem a oportunidade de usar tais experiências em prol de sua auto-superação, evolução e resolução de problemas isolados, como medos e depressão entre outras fobias.
O paciente ainda pode descobrir os padrões de comportamento que vem sendo repetido vida após vida, aprendendo e entendendo esses padrões, conscientizando do quanto eles têm tornando sua vida infeliz.
HISTÓRIA:
O nome Terapia de Vidas Passadas (Past Life Therapy) foi criado pelo Doutor em Psicologia Morris Netherton, em 1967, quando desenvolveu um método próprio de hipnose, que designou como Hipnose Ativa. O fundamento dessa abordagem extrai da hipnose regressiva o seu fundamento: em estado alterado de consciência, o cliente regressaria a um passado além do limiar da vida atual, onde se encontra um reservatório mnemônico cuja instância é o que o pesquisador Hemandra Banerjee denominou de "memória extra-cerebral".
Segundo a hipótese da Terapia de Vidas Passadas, ao atingir o núcleo do trauma, seu inconsciente libera o material psíquico retido através do que Freud chamou de "catarse". Com a catarse, a energia psíquica é liberada e o sujeito sentiria um alívio significativo em seus sintomas. Esse alívio psíquico seria a causa das curas físicas e psicológicas registradas pelos terapeutas de regressão.
Além de Morris Netherton, são considerados os precursores dessa corrente terapêutica Hans Tendam, Roger Woolger e Edith Fiore. A terapia pode ser feita pela ajuda da hipnose, mas alguns ensinamentos não necessitam deste método. A hipnose possibilita ao experienciador adentrar em estados mais profundos de consciência ou o transe regressivo propriamente dito, onde desencadeia o fenômeno da retrogocnição ou lembrança de vidas passadas.
VISÃO ESPÍRITA:
Ensina a Doutrina Espírita que o esquecimento do passado é necessário para que o espírito em sua atual existência não seja sobrecarregado com as lembranças e emoções de outras vidas.
Existe uma passagem do Livro dos Espíritos que alguns defendem autorizar o resgate das memórias de encarnações passadas: "Ao entrar na vida corporal, o Espírito perde, momentaneamente, a lembrança de suas existências anteriores, como se um véu as ocultasse; entretanto, às vezes, tem uma vaga consciência disso e elas podem até mesmo lhe ser reveladas em algumas circunstâncias. Mas é apenas pela vontade dos Espíritos Superiores que o fazem espontaneamente, com um objetivo útil e nunca para satisfazer uma curiosidade vã."
Vemos nessa passagem do "Livro dos Espíritos" que é possível lembrar de existências anteriores, quando há um motivo útil e quando os espíritos superiores aprovam.
Divaldo Franco, o maior expoente do movimento espírita brasileiro na atualidade, no Programa Transição se coloca favoravelmente a TVP dizendo: "Estamos de pleno acordo com a Terapia a Vivências ou a existências passadas, principalmente quando o indivíduo é vítima de determinados transtornos. Não é uma 'caixa de pandora' que nos vai oferecer uma visão nítida do que nós fomos, mas que vai nos levar diretamente ao momento do trauma, e o bom psicoterapeuta, trabalhando naquele trauma do passado, anula as consequências do conflito de hoje."
Outros expoentes do movimento espírita brasileiro também trabalham com a regressão de memória a vidas passadas para fins terapêuticos ou com finalidade de pesquisa, como Hermínio Miranda.
Uma coisa que alguns estudiosos espíritas costumam dizer sobre a TVP é que ela não é uma brincadeira, mas uma técnica séria e que deve, portanto, ser procurada apenas quando necessária. Em outras palavras, não se deve encarar a regressão como uma chance de descobrir uma vida passada ilustre ou por mera curiosidade. No entanto, terapeutas de regressão afirmam que são raros os casos encontrados em consultório em que uma pessoa deseja rever suas vidas passadas apenas por motivo de curiosidade.
BENEFÍCIOS:
De acordo com a teoria metafísica, todos nós somos seres imortais, e vivemos várias existências diferentes para aprender lições necessárias para a nossa evolução espiritual. Cada vida é como um "campo de treinamento" e as pessoas, situações e eventos que encontramos nos mostram um reflexo de nossa consciência.
Alguns benefícios da Terapia de Vidas Passadas são:
• Compreender que cada situação faz com que aprendemos a avançar.
• Nada absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe, o que acontece ou aconteceu foi para aprendermos alguma lição e seguirmos em frente.
• Tudo é perfeito.
• Tudo começa na hora certa nem antes e nem depois.
• Saber que quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas é o momento em que as coisas acontecem.
• A reforma intima é a chave para a Felicidade.
• Compreender que se algo acabou em nossa vida, foi para a nossa evolução, e por isso, é melhor seguir em frente e enriquecermos com cada experiência.
INDICAÇÃO:
A TVP é indicada para todos os tipos de fobias, ou seja, todos os tipos de medos intensos como: medo de lugares fechados (metrô, elevador, dirigir em túneis); medo de altura; de falar em público; medo excessivo de contrair doenças incuráveis como o câncer e a AIDS; medo da solidão pelo fato de ter sofrido sucessivas decepções amorosas.
Alguns distúrbios psicossomáticos, como bronquite asmática, úlcera gástrica, alguns problemas dermatológico, fibromialgia, depressão, alergias etc.
Dificuldade de relacionamento seja familiar, profissional, afetivo, social etc.
Existem casos clínicos em que foram aplicadas as técnicas da TVP para problemas sexuais (impotência, ejaculação precoce, perda da libido - diminuição ou ausência de desejo sexual).
Transtornos de ansiedade (síndrome do pânico, ansiedade generalizada, tiques nervosos) e transtornos de humor (depressão, angústia, instabilidade de humor) e até mesmo o medo excessivo da morte podem ser curado através da Terapia de Vidas Passadas.
CONTRA-INDICAÇÕES:
Gestantes: para que os traumas vivenciados pela gestante não causem danos psíquicos ao feto.
Psicoses e pré-psicoses: devido á dificuldade de concentração.
Deficiências mentais e auditivas (surdez/mudez): relação terapeuta-paciente se torna dificultosa no processo de comunicação.
Cardiopatas: pode trazer o risco de infarto caso venha a liberar na regressão uma carga emocional intensa ao recordar e reviver experiências traumáticas do passado.
Quando come em excesso: dificulta o relaxamento e a concentração.


HISTORIA REAL.Depressão mascarada
                Homem de 45 anos de idade, solteiro.

Procurou a terapia porque sentia uma certa apatia e dificuldade de concentração no seu trabalho. Seu apelido em seu trabalho era “garoto propaganda”, porque vivia “sorrindo” e nunca demonstrava tristeza ou mesmo raiva.  Na entrevista de avaliação que costumo agendar com os pacientes antes de iniciar o trabalho de regressão, compreendi o porquê de seus colegas de trabalho o apelidarem de “garoto propaganda”. Mesmo relatando acontecimentos dolorosos de sua infância, ele continuava “sorrindo” como se tivesse colocado em seu rosto uma “máscara sorridente”. Essa máscara me fez lembrar o Coringa (personagem vilão que vive rindo no filme americano “Batman”, o homem morcego).

Pude constatar após a regressão que esse “sorriso” constante não era um sorriso genuíno, verdadeiro. Na verdade, ele sofria de Depressão Mascarada. Essa aparente “alegria” estampada em seu rosto, era um disfarce, uma máscara para ocultar uma tristeza profunda. Evidentemente, antes dele passar pela regressão, não tinha consciência que era uma pessoa depressiva. E que sua apatia e a falta de concentração faziam parte de seu quadro depressivo.

Na regressão, se viu quando tinha 5 anos de idade, brigando com o seu irmão de 3 anos. Ele pedia insistentemente ao seu irmão para que devolvesse seu brinquedo preferido, mas este não o atendeu. Num acesso de ira, o paciente pegou o brinquedo da mão dele e o agrediu dando na sua cabeça. A mãe, ao presenciar o ato, o pegou pelo braço bruscamente e lhe disse: “Não pode sentir raiva de seu irmão. Vai lá e o abrace e ponha um sorriso no seu rosto!!! Vamos!!!” E foi o que ele fez. Deu-lhe um abraço “fraterno”, “sincero”, “carinhoso” e um sorriso “radiante”. Perguntei-lhe o que estava sentindo. Ele me respondeu secamente: “Nada”. A essa altura, seu corpo, rosto e mandíbulas estavam todos contraídos. Seus punhos estavam completamente cerrados. Repeti novamente a pergunta e recebi a mesma resposta. Então, pedi para que ele repetisse várias vezes a palavra “raiva”. No início ele o repetia bem baixo, quase inaudível. Então, eu disse: “Fale mais alto!!! Não estou escutando”. E cada vez que ele repetia a palavra, eu dizia que não estava escutando direito. Até que não agüentando mais, gritou chorando convulsivamente que estava com muita raiva de sua mãe pelo fato dela sempre o obrigar a abraçar o seu irmão quando os dois brigavam. Esperei que ele parasse de chorar e lhe disse carinhosamente: “É natural sentir raiva de sua mãe pelo fato dela lhe obrigar a sorrir e abraçar o seu irmão, quando na verdade estava sentindo muita raiva dele. Com isso, ela estava lhe ensinando a sentir uma falsa alegria (sorriso) e um falso afeto (abraço). Portanto, você não podia sentir e nem tampouco expressar raiva”. Ao pedir para que ele prosseguisse na cena, percebeu também que não podia sentir tristeza. Quando seu cachorro faleceu, sentiu uma profunda tristeza. Sua mãe lhe disse: “Pare de chorar!! Que coisa feia!! Eu compro outro cachorro. Vamos, bote um sorriso em seu rosto e enxugue essas lágrimas!!”
Dentro do processo educacional, muitos pais não ensinam seus filhos a diferenciar o ato de sentir e agir, ou seja, que existe uma diferença entre sentimento e ação. No caso desse paciente, sua mãe, ao invés de obrigá-lo a dar um abraço no seu irmão, poderia lhe ter dito: “Eu vejo que você está com raiva de seu irmão porque ele pegou o seu brinquedo preferido, mas você não precisava agredi-lo, machucando-o”. Com essa colocação, sua mãe lhe ensinaria a diferença entre sentimento e ação, permitindo um, mas não o outro. Ele iria aprender que não é errado sentir raiva, mas que agredir, machucando alguém, não é correto, pois existem outras formas de conseguir o que quer e de expressar seus verdadeiros sentimentos. Portanto, dentro desse processo educacional opressivo, aprendemos que existem categorias de aspectos ou emoções considerados como “perigosos”, tais como: sexo, ciúme, inveja, medo, tristeza. Aprendemos que é “feio” sentir tesão sexual, inveja, ciúme e raiva dos outros. E, com essas proibições, acabamos suprimindo, recalcando essas emoções autênticas, inerentes ao seres humanos.
Expliquei ao paciente que a raiva, quando bem administrada, é altamente saudável. Por outro lado, quando ela fica “parada” no estômago, por exemplo, gera as chamadas doenças psicossomáticas, tais como: úlcera, gastrite ou mesmo câncer. Neste mundo globalizado e competitivo, se você não usar a energia da agressividade, coragem, ousadia em seu trabalho e em sua vida, não sobrevive. Muitas vezes, a falta de interesse, de vontade, de motivação, são sintomas "master" da insegurança. São pessoas medrosas, inseguras que aprenderam a recalcar a energia da agressividade. Tornam-se pessoas passivas, sem nenhuma iniciativa, chegando a sentir apatia e desinteresse pela vida. Era o caso desse paciente.
Após 8 sessões de regressão, pude constatar significativas mudanças em seu comportamento. Percebi que ele estava mais solto, espontâneo, mais verdadeiro, mais firme nas suas atitudes, dizia a palavra “não” quando não estava a fim de fazer algo, sem culpa ou arrependimento. Antes, cultivava sentimento de culpa ao contrariar alguém e acabava pedindo desculpas, mesmo estando certo. Aprendeu a sentir e expressar raiva e tristeza sem utilizar os seus disfarces antigos de falsa alegria e falso afeto, demonstrando-as verdadeiramente e a apatia e falta de concentração foram substituídas por entusiasmo e verdadeira alegria. Aquela “máscara sorridente” em seu rosto, desaparecera.






HISTORIA REAL.
                      Depressão e Cansaço Físico
 Mulher de 38 anos, solteira.
A paciente veio ao meu consultório por conta de seu quadro depressivo: falta de motivação pela vida, desânimo, cansaço físico excessivo a ponto de não ter nem vontade de escovar os dentes. Sempre foi uma pessoa batalhadora, tinha entusiasmo pela vida. Mas, de um ano para cá, não tinha mais vontade de fazer nada. Perdeu aquele vigor e se tornou uma pessoa obesa. Sua vida se resumia em dormir e comer compulsivamente. Sentia-se frustrada, vitima, e cultivava um sentimento de desvalor. Sua mãe veio a falecer quando ela tinha 10 anos, e seu pai se envolveu com uma mulher que acabou se tornando sua madrasta. Posteriormente, seu pai assassinou a madrasta esfaqueando-a e, em seguida, ateando fogo no corpo dela por ela tê-lo traído com outro homem. O pai enlouqueceu e foi internado num manicômio.
Ao regredir me relatou:
Parece que tem alguém aqui no consultório...
É uma entidade espiritual, está com o seu rosto sobre o meu (paciente encontra-se deitada no divã do consultório). Não vejo direito, é um vulto. Mas sinto que essa presença espiritual quer me aterrorizar.
- Pergunte a essa entidade espiritual o que ela quer de você – peço à paciente.
Ela diz que quer que eu sofra como ela sofreu (pausa).
Agora estou vendo-a melhor, é a minha madrasta. Mas ela sumiu, acho que foi embora...
- Preste atenção, veja se realmente ela foi embora – peço à paciente.
Não, ela não foi embora. Ela está fazendo careta para mim, está debochando de mim. Estou lembrando de quando eu tinha 10 anos e o meu pai tirou a vida dela. Foi muito chocante para mim. Estava voltando da escola e vi um monte de policiais na porta de minha casa. Minha vizinha me falou que o meu pai era um assassino. Meu pai se entregou e foi preso. Fizeram o enterro dela, e o meu pai foi internado num manicômio. Sinto que a minha madrasta morreu com muito ódio dele.
Ela está aqui na minha frente me olhando com muito ódio. Sinto que ela está nas trevas.
- Você gostaria de dizer alguma coisa para ela? – Pergunto à paciente.
Eu gostaria de dizer que não tive culpa pela morte dela. Foi o meu pai que a matou. Ela foi muito ruim, me obrigava a fazer serviços domésticos muito pesados para uma criança, e quase fui reprovada na escola por conta disso (pausa).
Mas digo a ela que a perdôo (pausa). Vejo agora uma luz, e peço à minha madrasta para seguir em direção a essa luz. Mas ela não quer, deseja me fazer sofrer. É ela que me influencia no meu estado emocional, quer que eu coma bastante, fique bem obesa e desleixada. Na verdade, ela quer descontar em mim a sua raiva por ter sido morta pelo meu pai (pausa).
A luz está aqui de novo.
Acho que desta vez ela aceitou ser ajudada. Vejo-a sendo amparada por dois seres de luz. Ela está exausta, está sendo carregada, eles a estão levando embora.
Agora estou me sentindo aquecida, porque o meu mentor espiritual está aqui no consultório.
- Veja se o seu mentor tem alguma coisa a lhe dizer – peço à paciente.
Ele colocou a sua mão direita na minha testa. Mas agora vejo que além dele tem uma equipe de espíritos de luz aqui no consultório. Deve ter umas vinte entidades. Todos estão orando, e o consultório está repleto de uma luz muito intensa. Vejo o meu mentor espiritual se aproximando do senhora (referindo-se a mim). Ele está com as mãos justapostas fazendo uma reverência a senhora em sinal de gratidão.
O meu mentor é um senhor de cabelos grisalhos, tem um sorriso bonito, ele é magro e usa um camisolão branco (pausa). Agora todos estão indo embora.
Após passar por mais quatro sessões de regressão, a paciente voltou ao que era antes e resgatou o seu entusiasmo pela vida. Entendeu que a depressão e o cansaço físico não provinham dela, mas da entidade obsessora (madrasta), quando finalmente a viu sendo carregada exausta pelas entidades espirituais de luz. Estava também fazendo dieta - disse que já tinha perdido quatro quilos.

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